terça-feira, 8 de abril de 2014

ESSE "NÃO É" O NOSSO NOÉ!

 Lucas 17:26
26 - E, como aconteceu nos dias de Noé, assim será também nos dias do Filho do homem.

Postei duas mensagens em minha conta do "facebook" sobre o filme "Noé", dirigido por Darren Aronofsky, e interpretado em seu personagem principal pelo brioso Russel Crowe: 

Antes do filme: "Pretendo assistir hoje o filme "Noé"...mas já deixo claro: o filme é uma ficção livre, sem compromisso algum com a fidedignidade bíblica. Quem vai comigo?"

E depois do filme:  "Filme "Noé": uma ficção mentirosa ou uma mentira ficcional? Tenho minhas dúvidas. Uma certeza: um lixo."

Fica claro de que não fui ao cinema ontem com um grupo de jovens casais de nossa igreja para assistir um filme que fosse fiel à narrativa bíblica. Mas, confesso que não esperava algo tão surreal. O filme tem algumas marcas seríssimas de algo que posso chamar de "espírito de nossa época". Se não vejamos: 

(*) Uma "guerra justa" entre bem e mal. Nesse conceito maniqueista, Noé apresenta-se como a única esperança de Deus em um mundo em que Ele já havia perdido o controle. Essa ideia de uma terra acabada, sem esperanças de intervenção alguma, dominada por homens maus (da semente de Caim) e uma minoria piedosa (da semente de Sete) permeia todo o filme. Em parte essas sementes realmente se rivalizaram, agora em nenhum momento a situação fica totalmente fora do controle divino.

(*) Os gigantes feitos de pedra. Essa foi uma invenção do diretor, pois não temos evidencias nas Escrituras que eles participaram da construção da arca. É importante salientar que o filme dá aos homens de pedra uma posição próxima de demônios aprisionados. E a ideia que se deseja passar é essa: seres infernais que ajudaram os homens em seu propósito de sobrevivência. Nada mais sincretista!

(*) A crise familiar que passa Noé, sua esposa e filhos por conta da falta de mulheres remete-se ao fato de que, em nossa sociedade a obsessão sexual  é um dos males mais generalizados. Sem está se consumindo pelo desejo sexual, e sua "irmã" só não cede por que sabe que não é fértil. Ao ser curada, ela se entrega aos caprichos sexuais dele, pois já é uma "mulher completa". Não há sexo explicito, mas há instinto sexual em sua forma mais primitiva.

(*) O fato de que Cão trai a seu pai, por conta de uma mulher, "Nael", e Sete tenta matá-lo por conta de suas filhas, expõe uma fragrante enfase no genero feminino, que se exarceba no fato de que a nova humanidade virá a partir de duas mulheres! Não um homem e uma mulher (Adão e Eva), mas duas mulheres (as "netas" de Noé). Destaque para o lesbianismo e o feminismo! Afinal de contas as meninas vão se reproduzir como?

Por essas e outras barbaridades repito: o filme é bom para mostrar que o espírito de nosso mundo é esse, sujo e contaminado pela autonomia do ser humano, crises familiares devido à quebra de autoridade masculina e o feminismo que cresce à medida que os valores de Deus vão sendo jogados pelo ralo.

Péssimo filme. Péssima época. 



terça-feira, 25 de março de 2014

FORA CONCEIÇÃO?

"Toda alma esteja sujeita às autoridades superiores; porque não há autoridade que não venha de Deus; e as que existem foram ordenadas por Deus. Por isso quem resiste à autoridade resiste à ordenação de Deus; e os que resistem trarão sobre si mesmos a condenação". (Romanos 13.1,2)

Não sou defensor de governos petistas! Digo isso logo de inicio para não taxarem minha argumentação nesse espaço virtual como uma espécie de "chapa branca". Tenho severas restrições ao governo Dilma (leia-se Lula) e tenho um leve desencanto com a máquina petista em nossa cidade (tenho minhas razões), mas não posso compactuar com o clima beligerante de protestos que andam em nossa cidade com interrupções de acesso em vias públicas, manifestações com fogo e protestos ensandecidos por conta da (justa) falta de água, e com o coro perigoso de "Fora Conceição!". Tudo isso me cheira algo insuflado politicamente!

A Bíblia é taxativa no texto acima: temos de nos sujeitar ("estar debaixo") das autoridades políticas! E olha, que, no contexto bíblico as autoridades não eram eleitas pelo povo de forma ampla como em nosso sistema político! Antes de cada eleição, quem já estabelece o nome do eleito é o próprio Deus! E temos de nos submetermos não apenas à voz das urnas, mas à voz do Deus das urnas! Isso me parece claro! No exercício de nossa cidadania temos de escolher bem os candidatos e colocar o resultado do pleito nas mãos daquilo que os antigos chamavam de "divina providência". Isso mesmo! Alguns ao lerem essas mal traçadas linhas ficarão revoltosos e me acusarão de fatalista. Mas, nada disso! Eu só creio radicalmente na soberania divina, de modo que não posso descrer que o resultado das urnas tem de ser respeitado, e salvo se não houver algo comprovadamente impeditivo para o desempenho do governante ele (ou ela) merecerá todo o nosso respaldo!

Não posso concordar com atos violentos, até mesmo porque eles apenas revelam aquilo que está no coração de tais manifestantes: o ódio! Não podemos compactuar com gritos de "Fora Conceição", se o povo soberanamente a colocou no poder! Devemos dar tempo ao tempo, apoiar em nossas orações e cobrar atitudes de sua base aliada para que a nossa cidade não viva esse clima de travamento institucional! Está tudo parado! Mas, atear fogo em pneus, fechar a "Rio Santos", queimar ônibus, não irá resolver absolutamente nada! Pelo contrário, irá trazer o caos em uma cidade que já anda amedrontada pelo crescimento da marginalidade e na matança de jovens (inocentes ou não) uns pelos outros!

Preocupa-me esse clima, pois eu vejo que de Garatucaia até o Parque Mambucaba não há sem dúvida tranquilidade para ir e vir, e isso tudo é resultado de uma população revoltada (não apenas em relação ao curto governo petista) com os desmandos da ordem pública! O que fazer?

Quero convocar com este texto a fazer comentários aqui, pessoas de bem, que desejam construir um ambiente melhor em nossas escolas, igrejas, clubes, associações, enfim, agrupamentos humanos onde através do discurso da paz poderemos semear algo positivo em meio à desordem que vivemos em nosso país! Infelizmente o pais da Copa, também será o país do turismo sexual e da violência (haja visto que o governo federal ajoelhou-se diante da toda poderosa FIFA liberando a venda de bebidas alcóolicas dentro dos estádios). Nossas arenas (novo nome de "estádios") serão verdadeiras "arenas" no sentido romano, onde os gladiadores lutavam entre si e os homens eram comidos por leões selvagens.

Vamos respeitar o resultado das urnas, mas em contrapartida vamos dizer bem alto aos nossos governantes através da educação de nossa gente que sabemos o que queremos! E, como sugestão: esse ano temos eleições para presidente, governador, senadores e deputados, proponho que reformulemos o quadro político em nosso país, deixando de votar em quem já ocupou algum cargo público, vamos pelo novo, mesmo que esse novo não seja tão "novo"!

É por ai!

sexta-feira, 28 de fevereiro de 2014

CARNAVAL DE ABSOLVIÇÕES

"Ai dos que ao mal chamam bem, e ao bem mal; que pões as trevas por luz, e a luz por trevas, e o amargo por doce, e o doce por amargo!". (Isaías 5.20)

Ontem foi um dia de morte para a ética na justiça brasileira! Por seis votos a cinco, os ministros de nossa mais alta corte de justiça resolveram absolver um grupo de políticos ligados ao atual governo brasileiro do crime de "formação de quadrilha" Na interpretação da maioria simples dos nossos supremos juízes os que orquestraram o maior escândalo moral e ético da política em nosso país agiram sem uma combinação intelectual, foram todos co-autores sem saber do esquema em uma visão panorâmica. Difícil entender que homens e mulheres que debruçaram sobre os autos da ação penal 470 não se portassem como membros de uma corporação (para não dizer, quadrilha). 

Os juízes indicados pela presidente Dilma cumpriram o que deles a cúpula petista esperava: votaram pela absolvição, enfim, rezaram pela cartilha governista do "quanto pior, melhor". Mas o que podemos aprender desse episódio? Encorajo-me a tecer algumas considerações:

1) Penso que no Brasil crime político não é levado a sério. 

Pode-se esperar punições aos crimes de pessoas comuns, embora elas mesmas sejam abrandadas por nosso sistema sujeito às falhas processuais, mas em relação às pessoas públicas o que se vê é que dependendo da influência junto aos grupos políticos que se alternam no poder todos são inocentes até que se prove o contrário! Em nosso país o jeitinho continua sendo a melhor saída e os que tem "contatos" podem mais dos que os que só possuem seus nomes próprios.

2) Penso que no Brasil os juízes são facilmente sugestionáveis.

Isso por argumentos que não fogem às análises mais simples. Como em nosso sistema presidencialista os juízes são indicados pelo presidente, o que vemos são homens e mulheres que. quando desafiados a julgar questões que atingem seus favorecedores, todos se apequenam e votam de acordo com a consciência de outrem, nunca pelas suas, uma vez que devem favores que só Deus pode ter acesso ao conhecimento. Juízes reféns do casuísmo político-partidario!

3) Penso que no Brasil não se pode esperar por seriedade.

Infelizmente no país do Carnaval e do futebol o que menos se quer é discutir questões de ordem e ética. Quando se sai às ruas se vai com revanchismos imbuídos de egoísmo violentos, nada de reivindicações que provocarão votos mais conscientes. Ao invés de levar a serio o mandato moral do voto, são muitos que fazem nas urnas o mesmo que fazem em suas privadas particulares. Temos de repensar os nossos protestos.

Fica no meu coração uma sensação de dor e desesperança ao ver os rumos de nosso país, tenho de me amparar em duas convicções: primeiro de que sou cidadão brasileiro mas anseio uma "pátria melhor" e a outra é que, no Brasil, o crime sempre compensa.

Chateado.

sexta-feira, 7 de fevereiro de 2014

ADOÇÃO DE CRIANÇAS. POR QUE NÃO?

“Deus faz com que o solitário viva em família....” (Salmo 68.6)

Em minhas pesquisas, posso sugerir aos interessados em adotar uma criança:

1)      Façam o cadastro junto ao “Juizado da Infância e do Adolescente” de nossa cidade (Praça Marques de Tamandaré, 156, Centro, telefone: 24-3365-2925)

2)      No cadastro, denominado “Cadastro de Pretendentes para a Adoção”, vocês poderão escolher o perfil da criança que vocês desejam adotar: sexo, idade, tipo físico e condições de saúde.

3)      O casal passará por uma entrevista junto a um psicólogo do juizado para conhecer o estilo de vida, renda financeira e estado emocional dos futuros pais.

4)      Depois, em sendo aprovado, inclusive com uma possível visita de um assistente social em sua casa, vocês receberão o “certificado de habilitação para adotar”, válido por dois anos em território nacional.

5)      Até aqui o processo deve durar até três meses, e de posse do seu certificado, vocês entrarão automaticamente na fila de adoção do estado do Rio de Janeiro a aguardará até parecer uma criança no seu perfil desejado. Ou ainda você poderá usar o seu certificado para adotar uma criança conhecida por você aqui em Angra ou em qualquer cidade de nosso país.

6)      Uma vez conhecendo uma criança e desejando adotá-la, procure um advogado para entrar com um processo de pedido no juizado.

7)      Uma vez com a criança em sua posse legal, você poderá receber a “guarda provisória”  que pode se estender por um ano. Agora se a igreja tiver mais de dois anos você já pode solicitar a “guarda definitiva”, tudo depois de um período de adaptação e aquilo que eles chamam de “estágio de convivência”.

8)      Finalmente depois da “guarda definitiva”, o juiz emitirá uma nova “certidão de nascimento” da criança, já com o sobrenome da nova família, e você poderá trocar também o primeiro nome dela.


Gosto de pensar na frase: “o vinculo de amor não depende da genética”, mas devo reiterar que, a despeito de experiências que você já conhece, não leve para a sua casa crianças com a intenção de adotar sem seguir essas orientações legais. Temos responsabilidades de sermos cuidadosos das leis, e isso é bíblico. (Romanos 13.1,2)

PS. Esse artigo sairá na "pastoral" do boletim dominical de 09/02/2014, da Igreja Batista Central em Japuiba, Angra dos Reis, RJ, onde sou pastor. Mas, como esse assunto julgo ser oportuno para ampla divulgação, resolvi lançar no blog primeiro.

terça-feira, 31 de dezembro de 2013

APRENDENDO PELO TESTEMUNHO DE CRISTO

"Tende cuidado para que ninguém vos faça presa sua, por meio de filosofias e vãs sutilezas, segundo a tradição dos homens, segundo os rudimentos do mundo, e não segundo Cristo; porque nele habita corporalmente toda a plenitude da divindade", (Colossenses 2.8,9)

Vivemos em um tempo que tem sido marcado por ensinos humanos travestidos de sabedoria bíblica. São muitos os que, no afã de serem contextualizados acabam relativizando princípios bíblicos sobretudo no que diz respeito ao governo masculino na igreja, amor para com os homossexuais, zelo pela exposição bíblica nos púlpitos e outros assuntos que passei o ano de 2013 analisando em meus artigos nesse modesto blog.

Aos meus poucos leitores quero informar que, após cada artigo publicado fico sempre com a indagação latente na alma: testemunhei de Cristo em meu escrito? Acredito piamente que não podemos nos tornar escravos de filosofias humanas, mesmo travestidas de piedade cristã quando o nome de Jesus persiste sendo ignorado e malbaratado naquilo que pensamos, falamos e agimos.

Inclusive tenho me comprometido a refletir em minhas mensagens expositivas sempre me atendo a uma relação entre o conteúdo exposto e aquilo que chamo de "testemunho de Cristo", quando relaciono os princípios aplicados no sermão com aquilo que as Escrituras falam sobre Jesus, quer seja por citações diretas, indiretas, analogias ou ainda tipologias. Não posso conceber uma mensagem que não aponte para Jesus, afinal de contas tudo o que temos escrito na Bíblia foi escrito para enxergarmos Cristo nela!

Pensando nessa linha, quero propor uma prática para o próximo ano que tem a ver com um best seller, "Em seus passos que faria Jesus", sugiro que você adquira essa obra pelo link http://www.mundocristao.com.br/produtosdet.asp?cod_produto=10756

Posso adiantar que neste livro temos a seguinte situação de vida: O que aconteceria se os cristãos de uma igreja em certa cidade se comprometessem durante um ano inteiro a não fazer nada sem antes perguntar: Que faria Jesus em meu lugar? É esta a situação apresentada por este livro. Seguir os passos de Jesus trouxe muita alegria a inúmeros cristãos, mas também causou incompreensão, conflito e sofrimento para alguns.

Quando nos preocupamos em dar glória a Deus, e darmos testemunho de Jesus em tudo o que fazemos, pensamos e falamos podemos ficar em paz na consciência de que de fato temos sido seus imitadores. O mundo seria muito mais justo se a nossa justiça fosse a de Cristo! O mundo seria mais pacífico se vivêssemos os princípios de Jesus em nossos relacionamentos! O mundo seria mais belo se considerássemos belo aquilo que se parecesse com Jesus!

Temos de encarar tudo isso! E com coragem! Custe o que custar!

Feliz 2014!

sexta-feira, 20 de dezembro de 2013

CHEGA DA ALGAZARRA NATALINA!

"Afinal, em meio à algazarra, ainda temos nossas compras normais e necessárias, e nessa época o trabalho em fazê-las triplica. Dizem que essa loucura toda é necessária porque faz bem para a economia. Pois esse é mais um sintoma da condição lunática em que vive nosso país – na verdade, o mundo todo –, no qual as pessoas se persuadem mutuamente a comprar coisas. Eu realmente não sei como acabar com isso. Mas será que é meu dever comprar e receber montanhas de porcarias todo Natal só para ajudar os lojistas? Se continuar desse jeito, daqui a pouco eu vou dar dinheiro a eles por nada e contabilizar como caridade. Por nada? Bem, melhor por nada do que por insanidade." (C. S. Lewis)

O Natal tornou-se já há muito tempo uma época de consumos desenfreados, e de um tempo onde compramos coisas que não precisamos para impressionar pessoas que não gostamos! Mudou-se o centro gravitacional da nossa fé do "evento Cristo" que historicamente nasceu em Belém, conforme o texto de Lucas 2.11: "É que vos nasceu hoje, na cidade de Davi, o Salvador, que é Cristo, o Senhor", para o "momento shopping center", episódio da lunática exploração comercial de vitrines exuberantes e lojas superlotadas com produtos para fazer brilhar os olhos dos consumistas inveterados.

A igreja corre o risco de capitular diante dessa troca de eixo quando em suas programações natalinas se perde em eventos mirabolantes e estéticos com ensaios intermináveis, uma correria ministerial exagerada, quando as pessoas são usadas em função da estrutura de um show pirotécnico com o nome de "cantatas", "especiais" ou "shows natalinos"! Fico a pensar se Jesus gostaria que tivéssemos uma agenda tão pesada no fim do ano que os nossos cultos acabam abarrotados de pessoas que querem assistir um espetáculo e não celebrar a Jesus, o aniversariante que deveria ser o sentido máximo de nossos ajuntamentos. Em nossa igreja já tivemos desses "especiais", mas hoje em dia entendo que a simplicidade na liturgia aproxima as pessoas da proposta do Natal ser uma reunião de pessoas e não de exibição de performances pessoais!

Fiz uma rápida enquete no facebook sobre o tema:  Como Jesus comemoraria o seu aniversário em nossos dias? E obtive as seguintes respostas:

Antonio Roque Bernado Bernado: Muito bom esse tema. Tenho certeza que não seria a base deste "consumismo exagerado e muito menos teria-mos um papai noel por perto. Deus vos abençoe nesta enquete.

Rosangela DEle: Ele nem comemoraria, pois nunca comemorou. Apóstolo Paulo recebeu dEle o que nos ensinou. E foi sobre a Ceia, em Corintios 11. Os únicos 2 aniversários comemorados na Bíblia foram de faraó e Herodes, sendo que este recebeu de presente a cabeça de João Batista. Meu Deus ...

Alan Mafort: Acho que ele não teria muito a comemorar nos nossos dias, mais ele comemoraria orando por todos nós.

Ulisses Pereira: Reuniria os seus e clamaria misericórdia ao Pai por ainda cometermos os mesmos erros pelos quais Ele morreu na Cruz.

Graça Pool Araujo: acho que ele nao perderia tempo pra comemorar,ele estaria muito ocupado em interceder pelos seus filhos,...nossos dias cada vez mais violento........

Luzenilda Pedro: Acho que no dia de seu aniversário, Jesus , aproveitaria para ter uma conversa muito séria com a Sua igreja, para fazer alguns ajustes.

Entendo que o Natal precisa ser de uma simplicidade absurda! E defendo esse princípio já há algum tempo! Como sobra comida nesta época! Como falta generosidade entre aqueles que se dizem cristãos e deveriam estar atentos para suprir as necessidades dos outros! Enfim, entendo que precisamos abrir nossos corações e entender que, sobretudo neste tempo, "coisa mais aventurada é dar do que receber" (Atos 20.35).

Um natal paupérrimo para você! Mesmo com mesas fartas, não se esqueçam que o nosso Jesus nasceu em um estábulo, cheirando animal! Ele foi simples o tempo todo, e deseja que não percamos nossa simplicidade também!

É isso.

PS. Preciso retomar a questão da ordenação de mulheres ao ministério pastoral batista. Persisto crendo que isso não está de acordo com as Escrituras (fui criticado pela exegese que não fiz ou pelo argumento pessoal que defendi), mas nesse arrazoado natalino digo que respeito o ministério feminino, tenho em nossa igreja mulheres pregadoras do evangelho que me fazem refletir poderosamente quando pregam. Só defendo que as mulheres, bem como os homens, devem estar sujeitos à orientação pastoral (masculina).  

terça-feira, 3 de dezembro de 2013

SOU CONTRA PASTORA EM NOSSA DENOMINAÇÃO... ME RESPEITA?

Me parece que anda cada vez mais difícil ser contra a alguma coisa em nosso meio evangélico. Entre os pastores, a partir de "listas de discussão" tudo parece ser muito monolítico, a opinião frágil da maioria rouba de cena os "senões" de uma minoria. Quer ver um exemplo: a questão das pastoras no meio batista!

Para você que não faz parte de nossa denominação e está por fora dessa discussão, vou tentar lhe situar: o fato é que já temos no Brasil pouco mais de uma centena de mulheres que foram consagradas "pastoras" em suas igrejas, e uma discussão bastante atual é se elas poderão fazer parte de nosso órgão de classe, que denominamos "Ordem dos Pastores Batistas do Brasil". Só ai já há um contrassenso, se são "Pastores Batistas do Brasil", agora terá de ser: "Pastores e Pastoras do Brasil", uma vez que um grupo conseguiu acesso à instituição por conta de uma deliberação truncada em uma das Assembleias da Ordem.

O fato é que não se discute a autonomia de uma igreja batista local de consagrar quem quer que deseja para o ministério pastoral, isso é assunto passivo. O que se quer trazer à baila é que, como a igreja não consagra nenhum ministro (ou agora, "ministra") para si mesma, mas sim para a denominação, logo a irmã que é investida do título pastoral tem de ter todos os direitos e deveres dos outros, por uma questão de, digamos, isonomia. Então, eu pergunto: agora, pertencer a Ordem é uma questão de forma apenas, logo, o que se tem a fazer?

Mas, o que não pode ser deixado de considerar é que estamos como Batistas quebrando o princípio do governo da igreja estar biblicamente resignado aos homens, isso em textos clássicos de Atos 20.28; I Timóteo 3.2; 5.17; Hebreus 13.7; além de nossa "Declaração Doutrinária" que aborda termos no masculino para as atribuições relacionadas ao governo da igreja (o negrito é meu):

XI- Ministério da Palavra
Todos os crentes foram chamados por Deus para a salvação, para o serviço cristão, para testemunhar de Jesus Cristo e promover o seu reino, na medida dos talentos e dos dons concedidos pelo Espírito Santo.1 Entretanto, Deus escolhe, chama e separa certos homens, de maneira especial para o serviço distinto, definido e singular do ministério da sua Palavra.2 O pregador da Palavra é um porta-voz de Deus entre os homens.3 Cabe-lhe missão semelhante àquela realizada pelos profetas do Velho Testamento e pelos apóstolos do Novo Testamento, tendo o próprio Jesus como exemplo e padrão supremo.4 A obra do porta-voz de Deus tem finalidade dupla: a de proclamar as Boas Novas aos perdidos e a de apascentar os salvos.5 Quando um homem convertido dá evidências de ter sido chamado e separado por Deus para esse ministério, e de possuir as qualificações estipuladas nas Escrituras para o seu exercício, cabe à igreja local a responsabilidade de separá-lo, formal e publicamente, em reconhecimento da vocação divina já existente e verificada em sua experiência cristã.6 Esse ato solene de consagração é consumado quando os membros de um presbitério ou concílio de pastores, convocados pela igreja, impõe as mãos sobre o vocacionado.7 O ministro da Palavra deve dedicar-se totalmente à obra para a qual foi chamado, dependendo em tudo do próprio Deus.8 O pregador do Evangelho deve viver do Evangelho.9 Às igrejas cabe a responsabilidade de cuidar e sustentar adequada e dignamente seus pastores.10
1 Mt 28.19,20; At 1.8; Rm 1.6,7; 8.28-30; Ef 4.1,4; 2Tm 1.9; Hb 9.15; 1Pe 1.15; Ap 17.14
2 Mc 3.13,14; Lc 1.2; At 6.1-4; 13.2,3; 26.16-18; Rm 1.1; 1Co 12.28; 2Co 2.17; Gl 1.15-17
3 Ex 4.11,12; Is 6.5-9; Jr 1.5-10; At 20.24-28
4 At 26.19,20; Jo 13.12-15; Ef 4.11-17
5 Mt 28.19,20; Jo 21.15-17; At 20.24-28; 1Co 1.21; Ef 4.12-16
6 At 13.1-3; 1Tm 3.1-7
7 At 13.3; 1Tm 4.14
8 At 6.1-4; 1Tm 4.11-16; 2Tm 2.3,4; 4.2,5; 1Pe 5.1-3
9 Mt 10.9,10; Lc 10.7; 1Co 9.13,14; 1Tm 5.17,18
10 2Co 8.1-7; Gl 6.6; Fp 4.14-18

Mas, me parece que tudo isso é negado com a decisão de algumas igrejas em consagrar mulheres ao ministério da Palavra. Logo, só tenho a lamentar, mas pelo quadro que vivemos, essa é uma causa perdida. Algumas soluções que eu vejo:

(1) Convivermos com esse "erro hermenêutico", mas pelo bem da causa de Deus mantermos nossa cooperação como Batistas e persistirmos na proclamação do evangelho para a salvação de milhões de pessoas no mundo que carecem de Jesus, e deixarmos que questões como essas, sejam de somenos importância;

(2) Pressionarmos nossa OPBB para que, mesmo com a inclusão das mulheres no seu rol, sejam feitos fóruns para o esclarecimento de que essa posição não representa a totalidade do pensamento batista, pois a Bíblia e a nossa Declaração tem sido sacrificada no "altar da modernidade e do politicamente correto";

(3) Orarmos por misericórdia à nossa Denominação e insistirmos no respeito mútuo. Embora eu respeite e considere minhas irmãs "pastoras", jamais as chamarei por este título!

É o que eu penso.