quarta-feira, 20 de janeiro de 2016

NOTA PÚBLICA SOBRE DEBATES ENTRE CALVINISTAS E ARMINIANOS

Diante da recorrência de discussões e ataques pessoais realizados no âmbito eclesiástico, na internet e nas redes sociais, especialmente entre calvinistas e arminianos para a defesa de posições teológicas, NÓS, abaixo subscritos, vimos a público emitir a presente nota:
Reconhecemos a importância e a historicidade do debate teológico dentro da tradição cristã como meio de defesa e salvaguarda da verdade e, consequentemente, da ortodoxia bíblica.
Apoiamos a produção e a reflexão teológica realizada no ambiente da internet, em virtude de seu caráter democrático e do livre curso de ideias, como corolário da Reforma Protestante.
Repudiamos, todavia, que para a defesa de posições teológicas haja discussões e ataques pessoais realizados em nome da fé, que promovem dissensões, inimizades e escândalo ao nome de Cristo. Rejeitamos, assim, todo e qualquer conteúdo difamatório, ofensivo e jocoso, ainda que a pretexto do humor, produzido contra irmão de vertente religiosa diversa, que atente contra sua honra e imagem.
Entendemos incompatíveis com os preceitos que devem reger a conduta dos discípulos do Mestre posturas antiéticas que estimulam a zombaria, o desrespeito e o escárnio, baseado em dolo, distorções e mentiras.
Discordamos das publicações anônimas, especialmente quando realizadas com o objetivo de provocar animosidade e discórdia entre os cristãos. Além de ser proibido constitucionalmente (Art. 5o, IV), o anonimato atenta contra os princípios bíblicos da transparência (2Co 3.18), sinceridade (Tt 2.7) e honestidade (1Tm 2.2).
Relembramos que a calúnia, a injúria e a difamação são crimes contra a honra, de acordo com o Código Penal Brasileiro, os quais não se coadunam com o caráter do verdadeiro cristão, que deve expressar o fruto do Espírito (amor, gozo, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fé, mansidão, temperança), conforme Gálatas 5.22.
Aconselhamos os cristãos piedosos a não dar audiência a páginas e grupos que promovam tais ofensas.
Defendemos e incentivamos a exposição de convicções cristãs, bem como o debate teológico na internet e nas redes sociais, de modo irênico, ou seja, de espírito pacífico (Rm 12.18), com cordialidade e respeito. A discordância e a confrontação das ideias alheias, quando for o caso, devem ser conduzidas com ética, honestidade intelectual e de maneira objetiva, sem denegrir e atacar o oponente.
Asseveramos que a produção teológica é, sobretudo, um ato de glorificação a Deus. Discussões, pois, que se desenvolvem com o único propósito de vencer desavenças intelectuais, baseadas em disputas do ego, estão longe de honrar o nome de Cristo. A determinação bíblica de “falar o que convém à sã doutrina” (Tt 2.1) exige coragem, mas também responsabilidade, para os cristãos em geral e os pastores em particular, os quais devem ser, dentre outras coisas, “irrepreensíveis, honestos, moderados, aptos a ensinar, não contenciosos…” (1 Tm 3.2,3).
Citamos, a propósito, as palavras de J.I. Packer: “Se a nossa teologia não nos reaviva a consciência nem amolece o coração, na verdade endurece a ambos; se não encoraja o compromisso da fé, reforça o desinteresse que é próprio da incredulidade; se deixa de promover a humildade, inevitavelmente nutre o orgulho. Assim, aquele que expõe teologia em público, seja formalmente, no púlpito ou pela imprensa, ou informalmente, em sua poltrona, deve pensar muito sobre o efeito que seus pensamentos terão sobre o povo de Deus e outras pessoas”.
Recomendamos, assim, a importância da constante elevação bíblica e espiritual do nível dos debates teológicos. E caso nos deparemos com um irmão em Cristo com postura inadequada e não condizente com a ética e pratica cristãs, que ele seja repreendido, mas que em tal ato não falte educação e principalmente amor.
Reconhecemos as diferenças marcantes historicamente existentes entre as tradições calvinistas e arminianas, notadamente em referência à doutrina da salvação. Todavia, tais divergências teológicas não suplantam a comunhão cristã que deve haver entre os irmãos dessas duas vertentes da cristandade. Em uníssono, à luz das Escrituras Sagradas, enfatizamos que a salvação somente se alcança em Cristo somente, mediante a graça somente, pela fé somente (Rm 3.24; Ef 2.8; Tt 2.11).
Finalizamos com a menção ao episódio em que o calvinista George Whitefield foi perguntado se esperava ver o arminiano John Wesley nos céus. Sua resposta foi: “Não. John Wesley estará tão perto do Trono da Glória, e eu tão longe, que dificilmente conseguirei dar uma olhadela nele”. Assim se tratam verdadeiros cristãos que discordam em questões de soteriologia, mas que não fazem nada por contenda ou vanglória, e consideram os outros superiores a si mesmos (Fp 2.3). E, sobretudo, estes sabem o preço custoso com que foram comprados por Cristo Jesus.
18 de janeiro de 2015.
  • Augustus Nicodemus Lopes, pastor da Primeira Igreja Presbiteriana de Goiânia-GO.
  • Altair Germano, pastor da Assembleia de Deus – Itália, escritor.
  • Carlos Kleber Maia, pastor da Assembleia de Deus – RN, escritor de obra arminiana.
  • César Moisés de Carvalho, pastor da Assembleia de Deus, teólogo, escritor.
  • Ciro Sanches Zibordi, pastor da Assembleia de Deus na Ilha da Conceição em Niterói – RJ, escritor e articulista.
  • Clóvis José Gonçalves, membro da igreja O Brasil para Cristo e editor do blog Cinco Solas.
  • Davi Charles Gomes, Chanceler da Universidade Presbiteriana Mackenzie-SP.
  • Euder Faber Guedes Ferreira, pastor, presidente da VINACC (Visão Nacional para a Consciência Cristã).
  • Solano Portela Neto, presbítero da Igreja Presbiteriana do Brasil, conferencista e autor reformado.
  • Franklin Ferreira, pastor batista, diretor geral do Seminário Martin Bucer-SP.
  • Geremias do Couto, pastor da Assembleia de Deus, escritor.
  • Glauco Barreira Magalhães Filho, pastor batista – CE, professor universitário, escritor.
  • Gutierres Fernandes Siqueira, membro da Assembleia de Deus – SP, editor do blog Teologia Pentecostal.
  • Helder Cardin, pastor batista, reitor do Seminário Palavra da Vida-SP.
  • Jamierson Oliveira, pastor batista, teólogo, escritor.
  • Jonas Madureira, pastor batista, editor de Edições Vida Nova e professor do Seminário Martin Bucer.
  • José Gonçalves, pastor da Assembleia de Deus – PI, teólogo, escritor.
  • Magno Paganelli, pastor da Assembleia de Deus – SP, teólogo, escritor.
  • Marcos Antônio Moreira Guimarães, professor de teologia, obreiro da Assembleia de Deus – MT.
  • Mauro Fernando Meister, diretor do Centro Presbiteriano de Pós-Graduação Andrew Jumper-SP.
  • Norma Cristina Braga Venâncio, escritora, membro da Igreja Presbiteriana do Pirangi, Natal-RN.
  • Paulo Romeiro, pastor, teólogo, escritor.
  • Renato Vargens, pastor da Igreja Cristã da Aliança de Niterói-RJ.
  • Solon Diniz Cavalcanti, pastor, teólogo, presidente do CEAB Transcultural.
  • Thiago Titillo, pastor batista, professor, escritor.
  • Tiago José dos Santos Filho, pastor batista, editor-chefe da Editora Fiel, diretor pastoral do Seminário Martin Bucer-SP.
  • Uziel Santana, presidente da Anajure (Associação Nacional de Juristas Evangélicos).
  • Valdeci do Carmo, obreiro da Assembleia de Deus, teólogo, coordenador do curso de Teologia das Faculdades Feics, Cuiabá/MT.
  • Valmir Nascimento Milomem Santos, teólogo da Assembleia de Deus, professor universitário, editor da revista Enfoque Teológico.
  • Wallace Sousa, evangelista da Assembleia de Deus, DF, escritor, pós-graduado em teologia, coordenador da União de Blogueiros Evangélicos.
  • Wellington Mariano, pastor da Assembleia de Deus, escritor e tradutor de obras arminianas.
  • Wilson Porte Junior, pastor batista e professor do Seminário Martin Bucer.
  • Zwinglio Rodrigues, pastor batista, escritor de obra arminiana.
  • Ezequias Marins, pastor batista, diretor de seminário teológico, professor de teologia sistemática.

terça-feira, 19 de janeiro de 2016

INTIMIDADE COM DEUS! NOSSA BUSCA!

Salmos 42:1-2
1 - ASSIM como o cervo brama pelas correntes das águas, assim suspira a minha alma por ti, ó Deus!
2 - A minha alma tem sede de Deus, do Deus vivo; quando entrarei e me apresentarei ante a face de Deus?

Blaise Pascal tem uma frase bem conhecida: "o homem tem dentro de si um vazio que só pode ser preenchido por Deus". Na realidade, o que esse pensador tinha em mente era justamente o fato de que o homem só encontra seu significado e significância em seu relacionamento estreito com o Senhor.

Incrível é saber que o homem tem buscado em vários lugares a satisfação de seu interior, e muitos são os que se perdem tentando encontrar aquilo que um cantor popular chamou de "essa tal de felicidade", mas é sabido que há uma busca sobrenatural do homem que o homem tem de um sentido, pois essa busca não se encerra em categorias humanas. Sempre me lembro daquilo que C. S. Lewis escreveu: “Se encontro em mim mesmo um desejo que nenhuma experiência deste mundo pode satisfazer, a explicação mais provável é a de que fui criado para um outro mundo”.

Por isso o homem suspira por Deus... e esse suspiro é resultado justamente de uma busca frenética por uma direção que, justamente coloca o homem diante de suas próprias limitações e anseios. Quando olhamos em nossa volta, facilmente identificamos esse tempo que vivemos, que alguns chamam de "modernidade líquida", de um momento em que as pessoas estão ansiosas por algo que as complete, e isso tem sido estampado em filmes e novelas onde o "amor romântico" tem sido o ídolo que tem paralisado jovens que inocentemente são engulidos pelo deus desse século, a "satisfação pessoal".

Por isso que C. S. Lewis vai colaborar dizendo que: “Agimos como uma criança sem noção, que prefere continuar fazendo bolinhos de lama num cortiço porque não consegue imaginar o que significa a dádiva de um fim de semana na praia. Muito facilmente, nós nos contentamos com pouco”.

Fico pensando nessa frase final, "nós nos contentamos com pouco", e chego à conclusão que de fato estamos orientando nossas vidas na direção errada se não enfatizamos em nosso viver o compromisso de olharmos mais para cima e menos para baixo. Na realidade, temos hoje uma espíritualidade de baixo para cima, quando pretendemos imaginar (e alguns até mesmo se relacionam com) um Deus elaborado pela mente humana. Tenho de denunciar isso chamando esse movimento de tentativa de manipular a Deus. Deus não é sugestionável, não é influenciado pelos humores humanos. Acredito que o pesadelo dos que não creem na soberania de Deus na salvação humana seja justamente esse: deixar de crer em um deus que respeita o livre arbítrio do homem!

Por isso que "nos contentamos com pouco", porque insistimos no direito que apregoamos ter de decidir alguma coisa. Quem é você para decidir algo? Lembra do que o profeta Isaías disse:

 Isaías 45:9
9 - Ai daquele que contende com o seu Criador! o caco entre outros cacos de barro! Porventura dirá o barro ao que o formou: Que fazes? ou a tua obra: Não tens mãos?

Por isso, meu apelo final: deixe Deus ser Deus! E você? Busque ser intimo dEle, em todo o tempo, que essa seja a sua busca!

quarta-feira, 23 de dezembro de 2015

NATAL SEM EXTRAVAGÂNCIA!

"e ela teve seu filho primogênito; envolveu-o em panos e o colocou em uma manjedoura, pois não havia lugar para eles na hospedaria". (Lucas 2.7)

Quem em sã consciência poderia inventar o nascimento de um filho de Deus em condições tão simplistas! A quem interessaria o nascimento de um Deus-menino? Por que o filho de Deus teria de vir de uma camponesa? O que tinha Belém de resplendor em sua simplicidade para recepcionar o nascimento do Salvador do mundo?

Enfim, são perguntas que nos fazem constantemente nesse tempo de Natal. Já tenho lidado há algum tempo com os inimigos do Natal, pessoas de confissões teológicas equidistantes que vão de puritanos a neo pentecostais, e todos com o mesmo argumento: o Natal transformou-se em um negócio idólatra.

Concordo. Mas, porque não nos atermos então nas singelas imagens do primeiro Natal? Repare no texto que destaquei acima: um filho envolto em pano, em uma manjedoura. Não é tocante? Quando Isaías destacou em seu texto clássico (9.6): "um filho se nos deu", o que ele pretendia comunicar?

Tenho para mim que o "se nos deu" reforça a ideia de que a vinda de Jesus ao mundo foi um presente divino para a humanidade. Minha reflexão na parte final do cântico de Zacarias que compartilharei com a igreja domingo reforça esse meu entendimento:

Lucas 1:78-79
78 - Pelas entranhas da misericórdia do nosso Deus, Com que o oriente do alto nos visitou;
79 - Para iluminar aos que estão assentados em trevas e na sombra da morte; A fim de dirigir os nossos pés pelo caminho da paz.

Isso porque o verbo "visitou" que destaco no verso 78 tem a ver com: "tomar em consideração a fim de ajudar ou beneficiar". Logo a vinda de Jesus ao mundo não foi algo arbitrária, mas sim com um propósito em foco, a saber, considerar uma ajuda beneficial! Jesus veio em condições simples justamente para se identificar com a nossa rotina de vida.

Por isso que admito algo que repito todos os anos: o Natal não combina com exibicionismos, festas badaladas e comilanças nababescas! Tudo deveria ser o mais simples possível! Pode e deve se ter comida, mas na medida do tamanho da família. As sobras deverão ser aproveitadas e jamais desperdiçadas. E o melhor, a solidariedade precisa estar em alta, na alma e no coração!

Talvez uma das bençãos desse tempo de crise financeira (situação mundial que afeta o Brasil) e política (graças ao estelionato eleitoral do PT) é que muita gente anda "pisando no freio" em seus gastos e extravagâncias. Que bom.

Desejo aos meus poucos, mas fiéis leitores um Natal com simplicidade, e que Jesus o que teria todos os motivos para se orgulhar de sua origem divina e não o fez por graça e humildade esteja sobre a sua vida e família, sempre.  

sexta-feira, 11 de dezembro de 2015

IMPEACHMENT NÃO É GOLPE!

"Ai dos que ao mal chamam bem, e ao bem, mal; que transformam trevas em luz, e luz em trevas, e o amargo em doce, e o doce em amargo!". (Isaías 5.20)

Está sendo disseminado pelas hordas petistas que o processo de impeachment da presidente Dilma é um "golpe parlamentar". Logo o PT falando isso! Veja comigo, não existe na história da república brasileira um partido que mais acionou esse recurso jurídico de "impedimento" de quem ocupa o cargo de presidente da República do que justamente, o PT! Eles tentaram estabelecer no parlamento brasileiro o impeachment de ao menos três dos cinco presidentes depois do processo de redemocratização (todos, exceto Lula e agora Dilma): a saber houve pedidos apoiados por deputados e senadores petistas de Collor, Itamar e FHC. Logo, de impeachment o PT entente!

Se isso não fosse o bastante a atual peça jurídica para o pedido de impeachment de Dilma foi formulado por Helio Bicudo (fundador histórico do PT)! Golpe é atentado contra a Constituição, mas ela mesmo prescreve o impeachment:

CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA FEDERATIVA DO BRASIL
TÍTULO IV - Da Organização dos Poderes (Redação da EC 80/2014)
CAPÍTULO II - DO PODER EXECUTIVO
Seção III - Da Responsabilidade do Presidente da República
 
Art. 85. São crimes de responsabilidade os atos do Presidente da República que atentem contra a Constituição Federal e, especialmente, contra:
 
I - a existência da União;
 
II - o livre exercício do Poder Legislativo, do Poder Judiciário, do Ministério Público e dos Poderes constitucionais das unidades da Federação;
 
III - o exercício dos direitos políticos, individuais e sociais;
 
IV - a segurança interna do País;
 
V - a probidade na administração;
 
VI - a lei orçamentária;
 
VII - o cumprimento das leis e das decisões judiciais.
 
Parágrafo único. Esses crimes serão definidos em lei especial, que estabelecerá as normas de processo e julgamento.

O processo contra a Dilma está ali justamente no descumprimento de uma estrita regra na "lei orçamentária" que constitui na proibição de liberação de recursos públicos sem a aprovação do Congresso. E foi feito isso em anos anteriores, e neste ano também, o que caracteriza um "crime de responsabilidade", logo passível de "impeachament". Não é golpe, é cumprimento constitucional.

O petismo está agonizando e morrerá lentamente!

quarta-feira, 2 de dezembro de 2015

O PT REVELA SUAS TÁTICAS!

"Na história recente da nossa pátria, houve um momento que a maioria de nós, brasileiros, acreditou que a esperança tinha vencido o medo. Depois, nos deparamos com a Ação Penal 470 (o mensalão) e descobrimos que o cinismo tinha vencido aquela esperança. Agora parece que o escárnio venceu o cinismo. O crime não vencerá a Justiça". (Carmem Lúcia, ministra do STF)

Tomo essas palavras como proféticas, no sentido mais radical da palavra. O que percebemos em nosso país é o ultraje de um grupo político que não tem um programa de governo, mas um projeto de poder. Todos os tentáculos de poder nas nossas instituições estão contaminadas pelo "petismo" ou "lulismo", como preferirem. Mas tudo isso eu já tinha dito aqui mesmo nesse espaço virtual que seria uma condenação à uma nação que se curvou às propostas mentirosas de campanha e a um processo de desconstrução de biografias, como no caso da ex senadora Marina Silva.

Eu estava no Peru liderando uma equipe missionária quando o veredicto das urnas foi anunciado: me vi em um lamento silencioso e já previa que seriam anos de ingovernabilidade pela imperícia da presidente e por saber que em seu torno ela não teria homens públicos interessados no bem da República, mas apenas em seus próprios interesses.

A Bíblia é taxativa ao dizer o que acontece quando os maus governam:

Provérbios 29:2
2 - Quando os justos se engrandecem, o povo se alegra, mas quando o ímpio domina, o povo geme.

Temos de "apertar os cintos" para recebermos 2016, pois será um ano de gemidos! Não quero ser tão pessimista como Dante Aliguiere, que em sua obra clássica "Divina Comédia" colocou a seguinte frase na porta do inferno: "Deixai a esperança aqui fora, vós que entrais", mas creio que não dá para termos arroubos de otimismos neste tempo cinzento da politica brasileira, o que acaba influenciando diretamente os rumos de nossa já combalida economia.

O PT fez o seu projeto até aqui, enriqueceu seus dirigentes, subornou (e tentou) seus colaboradores altamente premiados, e mantém sua militância empolgada com motes vazios e ameaças sérias de enfrentamento nas ruas, ao estilo bolivariano que tanto encanta os caudilhos esquerdistas. Eles surfarão as ondas das propinas e vantagens econômicas, agora o resto do povo padecerá. E tudo isso porque como povo brasileiro demos a esse grupo político autonomia para governar nossas desgastadas vidas.

É de doer, mas a Bíblia mais uma vez fala desse absurdo que vivemos nesse momento em nosso país:

Eclesiastes 8:14
14 - Ainda há outra vaidade que se faz sobre a terra: que há justos a quem sucede segundo as obras dos ímpios, e há ímpios a quem sucede segundo as obras dos justos. Digo que também isto é vaidade.

Mas, ao menos temos uma convicção: Deus não os deixará impunes! Estamos vivendo o maior assalto da história do nosso Brasil, e todos nós estamos como que paralisados diante desse estado de coisas, mas "há um olho que tudo vê", como dizemos popularmente. E cremos que mais cedo ou mais tarde uma cena bíblica acontecerá no Palácio do Planalto, se não com esse enredo, certamente com o mesmo peso espiritual, e eu me refiro a essa passagem:

Daniel 5:1-5
1 - O REI Belsazar deu um grande banquete a mil dos seus senhores, e bebeu vinho na presença dos mil.
2 - Havendo Belsazar provado o vinho, mandou trazer os vasos de ouro e de prata, que Nabucodonosor, seu pai, tinha tirado do templo que estava em Jerusalém, para que bebessem neles o rei, os seus príncipes, as suas mulheres e concubinas.
3 - Então trouxeram os vasos de ouro, que foram tirados do templo da casa de Deus, que estava em Jerusalém, e beberam neles o rei, os seus príncipes, as suas mulheres e concubinas.
4 - Beberam o vinho, e deram louvores aos deuses de ouro, de prata, de bronze, de ferro, de madeira, e de pedra.
5 - Na mesma hora apareceram uns dedos de mão de homem, e escreviam, defronte do castiçal, na caiadura da parede do palácio real; e o rei via a parte da mão que estava escrevendo.

Posso terminar dizendo um suspiro: seus dias, PT, estão contados!

sexta-feira, 27 de novembro de 2015

MISSÕES: MINHA PAIXÃO! SUA PAIXÃO! NOSSA PAIXÃO!

Estou retomando meu espaço aqui no blog para falar de minha paixão: a causa missionária. Tenho dado suporte a pastores e líderes em vários projetos missionários desde 2010, no Haiti, Peru e agora no sertão da Paraíba: Junco do Seridó. E é daqui do sertão que me proponho a refletir em cima de um texto que escrevi há algum tempo, e foi publicado na revista de promoção missionária de minha denominação, e que disponibilizo ao público que pretendo que retorne a visitar esse modesto espaço cibernético.

Há um equivoco na base de um pensamento corrente em nosso meio de que missões é uma responsabilidade denominacional pura e simplesmente. Enviam-se recursos financeiros e pronto, termina a competência da igreja e começa a de uma junta mantida por uma estrutura que reúne condições de coordenar as atividades do campo missionário. Grande engano! A igreja é a força motriz no movimento missionário. Foi a igreja que, em Atos 13 enviou a Barnabé e Saulo para a primeira viagem missionária. O verso 2 diz claramente: “Enquanto eles ministravam perante o Senhor e jejuavam, disse o Espírito Santo: Separai-me a Barnabé e a Saulo para a obra a que os tenho chamado.” A igreja precisou ter a sensibilidade de separar aqueles que o Senhor havia chamado.

É a mesma ideia que Jesus nos apresenta em Mateus 9.38: “Rogai, pois ao Senhor da seara que mande trabalhadores para a sua seara”. O texto não nos incita a apelarmos por trabalhadores e sim para rogar ao Senhor que mande trabalhadores! A igreja apenas reconhece os que são enviados pelo Senhor! Por conta disso creio que o maior problema da obra são os obreiros, conforme sugeriu D. L. Moody. Mas a essência do problema não é a ausência de obreiros, mas sim a insensibilidade da igreja em enviar esses ao campo! Nossas igrejas estão com verdadeiros exércitos adormecidos em seus bancos, que se reúnem semanalmente para bebericar verdades espirituais, participando de cultos como quem vai a um restaurante “self service”, mas que jamais desenvolveram seus dons e talentos por falta de uma visão que poderia chamar de “enviadora” da igreja!

Uma igreja com visão “enviadora” procura identificar em seu rol de membros vocacionados de ambos os sexos que podem passar um tempo de suas férias no campo missionário, servindo com seus dons de pedreiro, pintor, eletricista, carpinteiro, professor, enfim, sendo a encarnação da missão e não apenas mantenedor financeiro. Tenho dito que a forma mais pobre de se fazer missões é enviando dinheiro apenas. Digo isso porque não considero uma entrega completa o fato de se separar uma quantia financeira para que outros estejam indo, isso soa mais como uma atitude formal de quem não deseja se envolver muito com o cerne da missão que é justamente a proximidade com a realidade que o missionário vive.

Em minhas viagens missionárias, procuro me inteirar na dinâmica do trabalho missionário, seu peso emocional, suas lutas espirituais, seus dramas familiares, suas decepções por poucos resultados, enfim o lado gente da missão. A igreja que comissiona seus pastores e líderes para observar o campo missionário (no Brasil, mas sobretudo fora do país) poderá ter como retorno um líder engajado em missões não no que ele ouviu, mas do que ele viu e participou! Isso sim é entrega total!

Proponho uma participação intensa do pastor na visão missionária da igreja porque a obra do Senhor tem pressa! Estamos com o relógio escatológico seguindo seu ritmo divinamente cronometrado. Vou me ater ao que disse Ronaldo Lidório em um de seus artigos : “Jesus deseja ser conhecido e, apesar de sermos mais de 20 milhões de evangélicos neste grande país, termos riquezas, sabedoria, força e louvor, Ele continua desconhecido em diversos lugares”.


Devemos entregar nossa vida para o cumprimento dessa missão: tornar Cristo conhecido entre as nações. Viver desse modo é o que nos importa como crentes desse país, chamado "Brasil". 

Creio nisso!

terça-feira, 19 de maio de 2015

ENCARANDO GIGANTES NA FAMILIA

“Por maior que seja o gigante, Deus é sempre maior. Por mais poderoso que ele seja, Deus é Todo Poderoso” Charles Swindoll

Gostei de pensar junto com uma das nossas devocionais em família nessa semana com base em I Samuel 16.20 que, quando Davi se levantou de madrugada para cumprir a ordem de seu pai de levar alguns mantimentos aos seus irmãos e obter notícias deles nem em sonho imaginava que ele acabaria tendo um gigante para enfrentar.

Sei que ainda não foi esgotado as múltiplas lições sobre o enfrentamento de gigantes em nossa vida com base nesse episódio bíblico, até um filme teve esse tema, por sinal de modo bem retratado, o “desafiando gigantes”, uma iniciativa da igreja Sherwood Baptist Church, em Albany (EUA) que é considerado o maior sucesso do cinema cristão dos últimos anos.

Mas na frase acima de Swindoll vemos um estimulo para os desafios que as nossas famílias vêm enfrentando nesses últimos dias. “Por maior que seja o gigante, Deus é sempre maior”. Temos visto pais e mães com olhos inchados de tanto chorar por seus filhos.

1)      Temos o gigante da negligência espiritual.  Filhos que sobretudo quando chegam na adolescência, mesmo membros da igreja demonstram uma indiferença em relação aos assuntos espirituais.

2)      Temos o gigante dos prazeres instantâneos. As drogas, o sexo fácil e as diversões noturnas são o grande desejo de muitos dos nossos filhos. Infelizmente, por não temerem a Deus como deveriam eles encontram-se aprisionados na teia da licenciosidade.

3)      Temos o gigante do consumismo desenfreado. Eles querem ter e nunca estão satisfeitos com o que tem. Sempre querem mais, são verdadeiros “sanguessugas”.

Mas Deus é maior! Quero desafiar os pais para virem em nossas “quintas 10”. Trata-se de um encontro de clamor e oração onde mencionamos os nomes de nossos filhos diante do Senhor em um tempo precioso de derramamento de nossas questões diante do Senhor.

Seja como Ana (I Samuel 1.15), ore ao Senhor, sem o receio de ser rotulada como bêbada! Ore, não desista de seu filho!