terça-feira, 19 de maio de 2015

ENCARANDO GIGANTES NA FAMILIA

“Por maior que seja o gigante, Deus é sempre maior. Por mais poderoso que ele seja, Deus é Todo Poderoso” Charles Swindoll

Gostei de pensar junto com uma das nossas devocionais em família nessa semana com base em I Samuel 16.20 que, quando Davi se levantou de madrugada para cumprir a ordem de seu pai de levar alguns mantimentos aos seus irmãos e obter notícias deles nem em sonho imaginava que ele acabaria tendo um gigante para enfrentar.

Sei que ainda não foi esgotado as múltiplas lições sobre o enfrentamento de gigantes em nossa vida com base nesse episódio bíblico, até um filme teve esse tema, por sinal de modo bem retratado, o “desafiando gigantes”, uma iniciativa da igreja Sherwood Baptist Church, em Albany (EUA) que é considerado o maior sucesso do cinema cristão dos últimos anos.

Mas na frase acima de Swindoll vemos um estimulo para os desafios que as nossas famílias vêm enfrentando nesses últimos dias. “Por maior que seja o gigante, Deus é sempre maior”. Temos visto pais e mães com olhos inchados de tanto chorar por seus filhos.

1)      Temos o gigante da negligência espiritual.  Filhos que sobretudo quando chegam na adolescência, mesmo membros da igreja demonstram uma indiferença em relação aos assuntos espirituais.

2)      Temos o gigante dos prazeres instantâneos. As drogas, o sexo fácil e as diversões noturnas são o grande desejo de muitos dos nossos filhos. Infelizmente, por não temerem a Deus como deveriam eles encontram-se aprisionados na teia da licenciosidade.

3)      Temos o gigante do consumismo desenfreado. Eles querem ter e nunca estão satisfeitos com o que tem. Sempre querem mais, são verdadeiros “sanguessugas”.

Mas Deus é maior! Quero desafiar os pais para virem em nossas “quintas 10”. Trata-se de um encontro de clamor e oração onde mencionamos os nomes de nossos filhos diante do Senhor em um tempo precioso de derramamento de nossas questões diante do Senhor.

Seja como Ana (I Samuel 1.15), ore ao Senhor, sem o receio de ser rotulada como bêbada! Ore, não desista de seu filho!


quarta-feira, 13 de maio de 2015

A HORA E A VEZ DA FAMILIA

“Davi talvez tenha sido identificado como um homem segundo o coração de Deus porque sempre esteve disposto a compartilhar o próprio coração com Deus”

É muito comum as famílias viverem em suas fortalezas intransponíveis. Fica muito difícil entrar no coração das pessoas que se encastelam, escondendo seus conflitos e impedindo até o próprio Deus de agir em prol da cura e da restauração. Mas, todo tratamento exige uma abertura! Nada muda se você não mudar!

Davi era um homem aberto para as coisas de Deus! Com a mesma intensidade que ele pecava ele se arrependia e se rendia diante do Senhor! Seu coração estava disposto para Deus. E o seu?

Algumas vezes lidamos com dramas familiares em nosso gabinete que poderiam ser tratados de maneira mais suave se eles tivessem sido compartilhados desde o início. Na realidade as pessoas se trancam, preferem o isolamento, deixam de comungar com os santos nos cultos e programas da igreja, se refugiam no “mundo virtual” e deixam de ser confrontadas biblicamente.

A palavra de Deus nos fala do poder da confissão em Tiago 5.16: “Confessai, portanto, os vossos pecados uns aos outros, e orai uns pelos outros, para serdes curados. A súplica de um justo pode muito na sua atuação”.

O próprio Davi disse em um dos seus salmos: “Enquanto guardei silêncio, consumiram-se os meus ossos pelo um bramido durante o dia todo. Porque de dia e de noite a tua mão pesava sobre mim; o meu humor se tornou em sequidão de estio. Confessei-te o meu pecado, e a minha iniquidade não encobri. Disse eu: Confessarei ao Senhor as minhas transgressões; e tu perdoaste a culpa do meu pecado”. (32.3-5)

Enquanto não houver confissão não haverá cura! Esse é principio. Por isso que, de prático quero sugerir que você não falte a nenhum dos cultos dessa campanha da família (domingos e quintas) e faça todos os dias a leitura do nosso devocional. E, participe de nossos encontros de oração nas quintas (a partir das 22 horas). Bem como, em havendo necessidade de compartilhar algo, marque com a secretaria um encontro comigo ou com os outros pastores (Leo e Macário).


Estamos aqui para lhe ajudar.

terça-feira, 7 de abril de 2015

PARA QUE VOCÊ É CHAMADO?

“Por causa da graça que Deus me deu, de ser um ministro de Cristo Jesus para os gentios, com o dever sacerdotal de proclamar o evangelho de Deus, para que os gentios se tornem uma oferta aceitável a Deus, santificados pelo Espírito Santo”. (Romanos 15.15b,16).

O texto acima é claro: “proclamar o evangelho de Deus”, e isso com o “dever sacerdotal”. Os sacerdotes no tempo bíblico representavam os homens diante de Deus. Em Israel, eles eram da linhagem de Levi, e não possuíam terra, pois “a terra deles era o Senhor”. Eram homens sustentados pelo povo justamente para se dedicarem exclusivamente às orações e pregações no tabernáculo e mais tarde, no templo em Jerusalém.

Por conta do sacerdotalismo na Igreja Católica, durante milhares de anos foi nos passado a tradição de que apenas os que são ordenados como parte do clero tinham responsabilidades na transmissão do evangelho. A igreja viveu durante anos em um cativeiro onde havia um domínio tirânico do clero sobre o laicato (isto é, dos “homens da igreja” em relação aos “homens do povo”).

A reforma protestante (sec. XVI) condenou essa relação perversa, propondo aquilo que tem sido chamado de “sacerdócio universal de todos os crentes”. Em artigo de Antonio José do Nascimento Filho, ele assevera que "no ensino dos reformadores, uma importante verdade da doutrina do sacerdócio de todos os crentes foi a afirmação do dever que todos os cristãos têm, pelo fato de pertencerem ao sacerdócio da fé, de servirem uns aos outros."  

Logo, Paulo propôs no texto que ele tinha o “dever sacerdotal” de proclamar o evangelho, logo isso não seria feito por uma “opção preferencial”, mas sim por um “chamado irresistível”. O crente não pode escolher entre compartilhar do evangelho ou não, ele tem essa obrigação. Isso mesmo! Por isso que o próprio Paulo vai ter de dizer aos crentes de Corinto: “Pois, se anuncio o evangelho, não tenho de que me gloriar, porque me é imposta essa obrigação; e ai de mim, se não anunciar o evangelho”, I Coríntios 9.16.


Você não tem outra escolha! Você tem um chamado! Cumpre bem o seu dever sacerdotal!

O CHAMADO DE DEUS É ESPIRITUAL!

“Por causa da graça que Deus me deu, de ser um ministro de Cristo Jesus para os gentios, com o dever sacerdotal de proclamar o evangelho de Deus, para que os gentios se tornem uma oferta aceitável a Deus, santificados pelo Espírito Santo”. (Romanos 15.15b,16).

Relendo esse verso que tem sido repetido em nossos cultos dominicais, fico me perguntando: “o que vem a ser esse ministro de Cristo Jesus”?

No original grego, a palavra para “ministro” aqui é “leitourgos”, que tem a ver com alguém que ocupa um serviço considerado santo, da raiz dessa palavra que vem outra já mais aportuguesada, a “liturgia”. Logo, o ministro que Paulo refere-se aqui é alguém que compreende o seu chamado como algo dedicado exclusivamente a Deus. Em outras palavras, um chamado espiritual.

Precisamos parar com o entendimento tacanho de que existe “vida espiritual” e “vida material”, pois não existem essas duas dimensões distintas. Só existe uma vida. E ela é espiritual! A vida material é um breve período de tempo que nos encontramos desfrutando dessa realidade natural com uma missão em mente e no coração: “andarmos como é digno de nosso chamado”, segundo Efésios 4.1.

Logo, somos seres espirituais habitando em dimensões naturais, mas com uma missão altamente espiritual. Somos filhos de Deus, nascidos do alto, e chamados para sermos relevantes no mundo, só que nas condições de I Pedro 2.9: “mas vós sois a geração eleita, o sacerdócio real, a nação santa, o povo adquirido, para que anuncieis as virtudes daquele que vos chamou das trevas para a sua maravilhosa luz; vós, que em outro tempo não éreis povo, mas agora sois povo de Deus; que não tínheis alcançado misericórdia, mas agora alcançastes misericórdia.”

Não existe nada mais espiritual na vida do que o seu chamado: “proclamar o evangelho de Deus”, e você pode fazer isso apoiando o trabalho de nossa “Junta de Missões Mundiais” da “Convenção Batista Brasileira”. Nosso alvo financeiro é de R$ 13000,00 que levantaremos até o dia 19/04. E você pode e deve participar também, realizando viagens missionárias durante o ano, basta enviar um email para voluntarios@jmm.org.br.

Enfim, como o chamado é espiritual, é para os espirituais: eu e você!


quarta-feira, 25 de fevereiro de 2015

PT E O INFERNO ASTRAL BRASILEIRO

"Quero paz e democracia. Mas eles (os críticos do governo e do PT) não querem. E nós sabemos brigar também, sobretudo quando o Stédile (coordenador do MST) colocar o exército dele na rua". (Lula, ontem em ato de defesa da Petrobras).

O PT não está satisfeito em ter destroçado as bases da nossa democracia nessa "década perdida", agora eles estão insuflando a população contra a investigação ampla das denúncias dos desmandos administrativos do seu governo. Essa declaração de guerra acima é um acinte ao bom senso e aos valores republicanos. 

Mas eu pergunto: alguém contestará o tresloucado ex presidente? Ninguém, pois a máquina do governo e sua "elite não pensante" tratará de nos fazer esquecer esse disparate, bem como vez em outras oportunidades. A presidente não se comunica com o povo, mas tem seu staff lenista pessoas treinadas para ludibriar consciências empobrecidas. 

Estamos assistindo a uma derrocada de valores cidadãos nunca vistos em nossa história: são escândalos que envolvem um esquema multimillionário de cooperação entre empreiteiras e partidos políticos, além de toda uma propaganda mentirosa para fazer-nos imaginar que a crise que passamos é apenas efeito de uma "esgorregadinha". Estamos reféns de um governo paralisado e que ameaça implantar um regime bolivariano, só que à moda brasileira.

Eu disse quando da vitória da presidente Dilma, que o Brasil estava perto de receber o juízo de Deus. Ele só está começando.

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2015

CARNAVAL NÃO É PARA CRENTES!

“A vontade de Deus é que vocês sejam santificados: abstenham-se da imoralidade sexual”. (I Tessalonicenses 4.3).

O carnaval é uma festa pagã que remonta a antiguidade. Registros nos dão conta de sua realização entre os gregos, no ano 520 aC, com o propósito de homenagear divindades celebrar a chegada da primavera, e tudo regado a muito vinho e libertinagem.

No Brasil, a tradição chegou com os portugueses no século XIII que promoviam a festa do “entrudo”, que era uma celebração de rua em que as pessoas jogavam farinha, ovos e tintas umas nas outras. Essa comemoração acabava descambando para a violência explícita todas as vezes por conta dessas e outras provocações, o que afugentava a burguesia de participar da festa. Logo, a elite acabou promovendo bailes com inspirações francesas em recintos fechados, com músicas compostas por autores brasileiras.

Já no século XIX começou a promoção desses bailes carnavalescos, com o uso de máscaras e animados com “marchinhas”. No século XX as principais escolas de samba tornaram-se populares principalmente no Rio e em São Paulo, enquanto que, no Nordeste o formato de festas nas ruas era bem mais frequente.

Esse apanhado histórico serve para refletirmos um pouco de que, um contexto de festa de rua com requintes de paganismo, exibicionismo, chacotas públicas e provocações violentas de fundo sexual acabou se tornando uma tradição brasileira que, segundo o antropólogo Roberto da Matta reflete a própria essência do que vem a ser “brasileiro”, em seu livro “carnavais, malandros e heróis”.

De todo o modo, em uma abordagem bíblica, estou certo de que o Carnaval é uma festa para lá de “mundana”. O próprio nome já remonta a ser uma festa onde a carne é endeusada, e incrível que, com o advento do sincretismo religioso ela foi colocada justamente antecedendo ao período da “quaresma” para livrar os fiéis da impureza no período da Páscoa. Enfim, uma vergonha em nossa formação histórico-religiosa!

Não nos cabe participar dessa festa, por isso promovemos nosso Retiro Espiritual todos os anos, para que, isolados desse ambiente pernicioso aproveitemos esse tempo para ouvirmos a voz de Deus e fortaleçamos o espírito e não à carne. E, para aqueles que ficaram, por tantos outros motivos, vigiem e aproveitem esse tempo para uma dedicação maior à família e a vida devocional (oração e leitura da Bíblia).


Ok?

PS. Ontem, soube que a "Beija Flor de Nilópolis" ganhou o desfile das Escolas de Samba no Rio de Janeiro. Foi divulgado que o enredo da Escola foi patrocinado (por 10 milhões de reais) por uma das mais cruéis ditaduras do mundo: Teodoro Obiang está no poder há 35 anos na miserável Guiné Equatorial. Diga-se de passagem que rotulei de "miserável", embora o país seja o terceiro maior produtor de petróleo da Africa, mas que ao mesmo tempo amarga índices deploráveis de mortalidade infantil, investimentos em Educação e IDH (índice de desenvolvimento humano). Parentes do ditador são silenciados ou mortos, opositores são presos, torturados, expulsos ou mortos e o governo controla a mídia e amealha as riquezas do país. O ditador inclusive figurou na revista Forbes como um dos  homens mais ricos do mundo. Nada poderia ser pior! O Carnaval além de ser uma festa cada vez mais mercantilista, agora tem a sua face politicamente marcada: a favor de ditaduras cruéis desde que, haja dinheiro em vista! 

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2015

TEMOS DE ORAR POR NOSSA PREFEITA!

“Exorto, pois, antes de tudo, que se façam súplicas, orações, intercessões, e ações de graças por todos os homens, pelos reis, e por todos os que exercem autoridade, para que tenhamos uma vida tranquila e sossegada, em toda a piedade e honestidade.” (I Timóteo 2.1,2).

Nossa cidade vive em uma crise política e administrativa sem precedentes! Compreendo em parte a indignação de setores da nossa sociedade, mas não posso compactuar com aquilo que vejo ser uma manipulação de alguns políticos em relação à proposta de impeachment da prefeita e do vice prefeito.

Entendo que, quando votamos em nossos vereadores o fazemos na intenção de que eles nos representem, e possam propor leis que beneficiem o conjunto da população e que, de alguma forma, fiscalizem o Executivo na aprovação ou não de suas contas e projetos governamentais. Mas o que vemos é que há políticos motivados por ambições pessoais que estão insuflando a população a assinatura de um abaixo assinado que não se justifica, a não ser se houver uma real averiguação de dolo administrativo da prefeita, o que é tarefa repito, não da população, mas de nossos vereadores.

Por isso que, quando vejo pessoas com suas pranchetas constrangendo transeuntes a assinaram essa petição, sinto-me envergonhado! Pois isso não é exercício de cidadania, mas manipulação de massas. Entendo que nós, os crentes não deveríamos nos envolver nessa tramoia política!

O texto acima é muito claro no meu entendimento: temos de orar pelos nossos governantes (bons ou maus) para que tenhamos “uma vida tranquila e sossegada”. O modo como lidamos com o nosso respeito em relação às autoridades justificará nossa vida em qualidade na sociedade e na nossa individualidade também.

Mas devo deixar claro aqui que não estou abonando possíveis delitos administrativos da Prefeita. Não sou defensor de homem ou mulher alguma. E tenho sim, profundas e irreversíveis diferenças com o partido que a Prefeita representa. Agora, entendo que esse processo de impeachment, se tiver de ser aberto, deve ser por conta e risco dos nossos vereadores e não de pessoas que, constrangidamente mal informadas decidem com base em manipulações claramente eleitoreiras.

É o que eu penso.


Oremos por nossa Prefeita e vice Prefeito!